>> Introdução
>> Por que Celebrar Shavuot?
>> Como Celebrar esta Festa?

>> O que comemoramos nesta festa?
>> Quem participa desta festa?
>> O que quer dizer Shavuot?

:: Shavuot ( A Festa das semanas)::

       Shavuot é comemorada durante dois dias, e começa no sexto dia do mês de Sivan do calendário hebraico, o que corresponde, neste ano, a 25 e 26 de março.

  Shavuot também é conhecida como:
   • Chag Hashavuot - porque sete semanas são contadas desde Chag Hapessach, a "contagem do Ômer".
   • Chag Habikurim - é o nome popular, por causa do costume de se levar para o templo Sagrado, Beit Hamikdash, as primeiras sete espécies, Shivat Haminim, ou seja, trigo, cevada, uva,figo, romã, azeitona tâmara.
   • Matan Torá ou Simchá Torah - é o nome tradicional desta festa, dado por causa da entrega da Torah no Monte Sinai.
   • Atzeret - significa reunião festiva. Usado no Talmud.

   Antes de continuar a ler, pegue sua Bíblia e vamos passear por ela, aprendendo com o Espírito do Senhor sobre essa Festa maravilhosa!
   Encontramos em Shemot(Êxodo) 23:14 a 19 as direções do Eterno sobre as Suas três Festas, Shalosh Regalim. Criadas por Ele e para ELE, cheias de significado histórico e profético, devem ser “guardadas” pelo Seu povo.

   1. PESSACH - comemora a saída do Egito. Na primavera, fala do começo de uma nova vida em liberdade e do sacrifício do Cordeiro Pascal - YESHUA, trazendo-nos salvação.
   2. SHAVUOT - no verão. Comemora a constituição moral e espiritual de Israel. Seu elemento principal é a gratidão e o reconhecimento. É a Festa das primícias do trabalho no campo.
   3. SUCOT - no outono. Comemora o tempo da travessia do deserto. A constituição civil e territorial de Israel. Comemoração do fim da colheita.

   Este é o desejo do Eterno, declarado por ELE no Monte Sinai : Que Seu povo celebre o Seu Nome e Seus feitos nestas três Festas.

   SHAVUOT, Festa das Semanas ou da Sega:

   O primeiro relato bíblico sobre ela está em Shemot (Êxodo)23 .16 que diz “ Guardarás a Festa das Sega, SHAVUÓT, dos primeiros frutos do teu trabalho que houveres semeado no campo...”
   É importante notar que ela é a continuação das solenidades anteriores. Vejamos: No 10º dia de Nissan começam os preparativos para PESSACH. No 14º dia, a comemoração propriamente dita. No 15º dia começa a Festa dos Pães Ázimos que dura sete dias, tempo de santificação. Também neste dia há o rito da Oferta das Primícias e começa a Contagem do Ômer (Vayicrá 23.15). (Neste link você encontra mais sobre estes três eventos). A cada dia, por sete semanas completas, ofertas de gratidão são colocadas diante do Eterno, lembrando e celebrando Seus feitos .... e chega o tempo de SHAVUÓT!


:: Por que celebrar SHAVUOT? ::


   1. Porque ELE é nosso único D´us e deve ser obedecido em tudo.
   2. É Sua ordenança,Seu desejo. Uma santa convocação que ELE faz ao Seu povo.
   3. ELE nunca deixa de trazer salvação, libertação, perdão, vida nova, proteção e suprimento para todas as nossas necessidades. Precisamos ser gratos.
   4. Ele quer ter comunhão conosco e quer que tenhamos comunhão com nosso próximo, nosso povo.

:: Como celebrar esta Festa? ::


   É preciso se preparar. Esta preparação está na confissão, na purificação, na santificação e na obediência em participar da Pessach e Pães Ázimos e da Contagem do Ômer. Estas solenidades preparam o espírito para Shavuót. Não se pode chegar diante do Eterno de mãos vazias. A preparação despertará gratidão no coração. A gratidão gerará as ofertas, a adoração, o louvor devido ao Eterno. Também Faz parte da preparação o envolver as pessoas neste espírito.

   Em Vayicrá (Levíticos) 23:15-21 encontramos os detalhes do ritual desta festa:
   1. Uma nova oferta de Cereias ou Oblação (Minchá = homenagem) deve ser entregue. São as primícias ao Senhor, oferta movida diante Dele (Tenufá = movimento de levantar e baixar a oferta ). Shetê Haléchem, dois pães cozidos, feitos com o trigo da nova colheita e fermento. Estes pães nos representam. Um pão acompanha o holocausto e o outro a Oferta pelo pecado. Portanto, nossa presença é parte do ritual. Além disto, devemos ofertar ao Eterno com algo representativo do que temos recebido Dele.

   2. Oferta pelo pecado : uma oferta com derramamento de sangue inocente. Rito que fala de arrependimento, confissão e purificação. O Sangue de YESHUA traz perdão sobre todos que se arrependem e confessam seus pecados. Portanto, nós devemos buscar o arrependimento, fazer as confissões necessárias e buscar Seu Perdão.

   3. Sacrifícios pacíficos : SHELEM, falam da paz, da comunhão com o Eterno. Todos os que estivessem purificados podiam comer destes sacrifícios. Isto é possível porque há morte, é sacrifício. A morte de YESHUA permite-nos chegar diante do Eterno em Adoração, Louvor e Gratidão. Portanto, devemos ofertar algo que represente esta comunhão e que possa ser repartido com os outros participantes.


   Em Devarim(Deuteronômio) 16.10 está escrito “ Celebrarás, então, a Festa das Semanas ao Eterno, com ofertas voluntárias, que darás segundo as bênçãos que o Senhor teu D´us te tiver concedido”.

    Não é uma solenidade triste, mas uma FESTA com muita alegria, regozijo e gratidão. Uma celebração pessoal e coletiva, onde todos os feitos do Eterno são a medida para as ofertas e sacrifícios e o celebrante tenha o coração grato e voluntário!
   Em Devarim 16.21 está escrito “ ... apregoareis uma santa convocação... nenhum trabalho servil fareis... é estatuo perpétuo pelas vossas gerações em todas as vossas casas “ ... muito claro não ?


:: O que comemoramos nesta Festa ? ::


   1. Primeiro, a outorga da TORAH. Cinqüenta dias depois da saída do Egito e de Pessach, o próprio Adonai “ desceu” sobre o Monte Sinai. Trovões, relâmpagos, espessa nuvem sobre o monte, fogo, o som do Shofar e a Voz Magnífica do Eterno declarando Suas Leis para o Seu povo. Vale a pena ler Shemot(Êxodo) 19. Shavuot comemora a primeira vez em que Elohim, o Criador de todas as coisas Se revelou abertamente diante de um povo. Ele mostrou-Se gloriosamente. Israel não pôde vê-LO, apenas ouvi-LO enquanto anunciava os Dez Mandamentos. O povo ficou tão atemorisado que disse a Moisés “Fala-nos tu e te ouviremos; porém não fale D’us conosco que morreremos” (Shemot 20:19). E assim D’us ordenou a Moisés que subisse o Monte Sinai, onde Ele lhe daria toda a Lei Oral. Adonai falava com Moisés face a face, como “um homem que fala a um amigo” (Shemot, 33:11). Todos os preceitos da Torah foram promulgados pelo Eterno, e por isto, não estão sujeitos a mudanças, são eternas assim como ELE é. Não existe uma clausula que nos dê o direito de mudá-la, muito pelo contrário, o próprio D`us encarnado, Yeshua disse que “ é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei” (Lucas 16.17) e Isaias disse “ Seca-se a erva e caem as flores, mas a Palavra do nosso D`us subsiste eternamente” (Isaias 40.8).Em Devarim 30.11-14 está escrito: “Pois este mandamento que hoje te ordeno não é muito difícil nem está longe de ti. Não está nos céus para que digas: -Quem poderá ascender aos céus por nós, que o traga até nós, e que nos faça ouvi-lo; para que o cumpramos?... Pois esta palavra está muito perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires” (Deuteronômio, 30:11-14).

   Tempos depois, outra vez o Eterno “ desce” e “habita” no meio do povo.Agora ELE mostra-se diferente. O VERBO se fez carne (João 1 ) e andou aqui cumprindo toda a Sua LEI e por fim, como Cordeiro Pascal, levou sobre Si nosso pecados, dores e julgamentos para trazer-nos Salvação, Paz e Vida Eterna. “ E da Sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça” (João 1.16). Cinquenta dias depois da Sua ressurreição, ELE, derrama sobre os Seus do Seu Espírito. Era a Festa das Semanas, Shavuót, e Seus discípulos estavam reunidos em Jerusalém, quando um Som como de vento encheu a casa e foram cheios do Espírito do Eterno. Começaram a falar em outras línguas atraindo uma multidão que, atônita, ouvi-os falar das grandezas do Eterno, cada um em sua própria língua . Pedro então explica : “ o que está acontecendo foi profetizado por Isaias (44.3) “ derramarei o Meu Espírito sobre a Tua posteridade, e a minha benção sobre os Teus descendentes”. Pegue sua bíblia e leia a narrativa completa em Atos 2. Portanto, esta é a Festa que invoca a Presença do Eterno, o derramar do Seu Espírito sobre toda a terra.

   Segundo, Sua benção e sustento contínuos sobre nosso trabalho, família, e a terra . Os sacrifícios e ofertas tem como base a Adoração ao Eterno, a gratidão, o perdão. Estas ofertas são levadas diante Dele e depois são consumidas pelos celebrantes, simbolizando a comunhão que Adonai deseja ter conosco e nos leva a ter com nosso próximo. É uma comunhão abrangente. Desde o núcleo familiar, os amigos, empregados, autoridades, órfãos e viúvas e os estranhos, envolvendo toda a cidade onde estamos. Leia Devarim 16.11. Esta é a Festa da alegria, da dança, do regozijo, porque “ o Senhor é bom e as Suas misericórdias não tem fim” . Fomos salvos, perdoados, libertos e santificados pelo Sangue do Cordeiro, e agora temos livre acesso ao Seu Trono de glória e poder e, o que é melhor, podemos levar nosso próximo diante DELE para ser abençoado também !


:: Quem participa desta Festa? ::


   Encontramos a resposta em Devarim 16.11. Há uma ordem expressa aos chefes de família, aos homens. Eles são convocados a comparecerem ao lugar determinado pelo Eterno, trazendo seus filhos e empregados e cuidando em envolver os ministros na Casa do Eterno, os órfãos, viúvas e os estrangeiros que vivem na cidade. É uma festa da coletividade. Os ministros do Senhor tem a função de dirigir a cerimônia na Casa do Eterno, mas os homens tem a função de envolver as pessoas nesta festa. E isto, alegremente ! Em Devarim 16.12 há uma advertência muito séria : “ lembra-te de que foste escravo no Egito, e cumpre fielmente estes estatutos.” A liberdade agora vivida, deve gerar no coração um amor muito grande por ELE e pelas pessoas ao redor. E nesta festa este amor tem espaço enorme para se manifestar alegremente ! É particularmente interessante a recomendação do Eterno em relação aos órfãos, viúvas e ‘aqueles que não são “povo” do Altíssimo. São parte importante da festa. Através delas o Eterno quer receber nosso carinho, alegria e gratidão e através de nós quer alcança-las com Seu infinito e constante amor.
Onde deve ser realizada ? No lugar onde o Nome do Eterno é reconhecido (11). É preciso estar atento a este detalhe. O lugar de culto não deve ser qualquer um, mas onde o NOME do Eterno é verdadeiramente reconhecido, entronizado, cultuado.
Por fim, esta Festa é um prelúdio para a Festa dos Tabernáculos. Antes de Sucot, dias 14 e 15 de Tishei, ou 29 e 30 de setembro de 2004, ainda temos a Festa das Trombetas e o Yom Kippur, e então, fecha-se o ciclo com a última das Festas do Eterno. E... começamos tudo de novo com alegria !

Tradições e Costumes

   • É ordenança comermos juntos dos sacrifícios e ofertas apresentadas.
   • Costuma-se decorar as Sinagogas e as casas com plantas de folhagem verde.
   • Faz-se a leitura da Meguilat Ruth, que descreve a colheita e destaca a posição da legislação judaica em relação a situação dos desamparados.
   • Costuma-se comer produtos derivados de leite, como queijos e bolos de queijo.
   • Costuma-se fazer estudos da Torah à noite como parte da Festa.
   • Não há restrições alimentares nesta festa.


   Estudo desenvolvdo pela Equipe L´Yeshua - ParaYeshua .

 

:: O QUE QUER DIZER SHAVUOT? ::

  Shavuot é o plural de Shavua, ou Shabua, que quer dizer semana. Esta palavra Deriva da palavra sheba, ou shiba, que quer dizer sete.

   É uma palavra que deve ser vista também com um forte conteúdo simbólico. Podemos ver como o número sete está ligado ao Eterno e ao povo de Israel. Em sete dias, o Senhor criou nossa Terra e descansou. Em Êxodo 29:30, Moshe Rabi nos passa que as roupas de um novo sumo-sacerdote fossem consagradas por sete dias. Em Êxodo 23.15, os pães asmos deveriam ser comidos por sete dias. Ainda em Êxodo 23.37, Ha Kadosh Torah nos lembra que a Menorah deveria ter sete hastes para sete chamas.

   Um dos maiores exemplos é a santificação do sétimo dia. Dia em que o próprio Eterno descansou, deu a nós por adoração, principal dia de adoração (Ex.20.10, Dt 5.4).

   SHAVUOT é um período de SETE semanas, que é um ciclo de SETE dias.

O número sete

   1. Tem um caráter sagrado especial
   2. Assinala a totalidade de um ciclo ou a realização de uma tarefa
   3. Assinala um período de descanso e algumas vezes, totalidade e santidade.

   Zacarias 4.2 diz que as sete lâmpadas da Menorah representam os olhos do Senhor, que percorrem toda a Terra.

   Em Ap1.20 estão alistados sete estrelas, sete candelabros, sete anjos e sete igrejas. Depois vemos sete selos do juízo, sete trombetas, sete taças de ira e sete trovões, que mostram um ciclo completo e total de juízo.( Ap. 6,8,9,15,16;10.3). Semelhantemente Daniel 9.24 e a idéia apocalíptica dos 70 setes!

   Baseado no Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento - Edições Vida Nova

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